MÚSICO: PROFISSÃO OU MINISTÉRIO?
MÚSICO: PROFISSÃO OU MINISTÉRIO?
Helma Haller,53 anos, Membro da Igreja Vineyard do Caminho, Integrante da Camerata Antiqüa de Curitiba há mais de vinte anos, criadora e Regente do Collegium Cantorum em Curitiba, grupo que resgata a musica nacional de câmara e que dá seu testemunho em lugares nem sempre abertos ao evangelho. É Casada com Daniel Haller, tem dois filhos e três netos(lindos).
I - INTRODUÇÃO:
a) A arte e a sociedade
b) A arte e a igreja
c) A “Arte Cristã”
a) A arte e a sociedade
Tanto as expressões artísticas como a expressão de fé exercem um importante papel na sociedade, porém raramente constituem tema para uma reflexão teológica mais profunda, estudos bíblicos, sermões ou palestras. Daí a coragem e importância de convocar líderes da sociedade cristã, seja no âmbito eclesiástico, seja no artístico para juntos refletirem sobre essa questão. É inegável que Deus tem, através dos séculos, usado a arte, a música para se revelar, tocar as pessoas e até curá-las. A arte é um meio de comunicação poderoso para comunicar o amor de Deus. Pintores, poetas e músicos inspirados por Deus tiveram impressionante ação espiritual com suas obras, que são apreciadas e que abençoam as pessoas muito além do seu tempo de vida. Perguntemo-nos: e hoje em dia o que a nossa arte comunica?
b) A arte e a igreja
Qual a associação que as pessoas em geral (pessoas culturalmente interessadas, mas talvez não muito religiosas), fazem com a expressão: “arte cristã” ou “música cristã” ? A que se referem se questionadas a respeito? Não seria às pinturas diletantes, de gosto duvidoso, que ilustram histórias bíblicas para crianças? Ou aos cânticos despretensiosos e geralmente estrangeiros do nosso cancioneiro religioso? Ou se referem àquelas obras famosas que causam escândalo, como o filme “A última tentação de Cristo” ou similares? Parece-nos que nem a Igreja e nem a cenário artístico têm grandes expectativas em relação à Arte Cristã. A igreja não espera influência espiritual vindo da classe artística, e o cenário artístico não espera alto nível artístico vindo do lado cristão. Os dois lados esquecem com facilidade a grandiosa história de arte inspirada que já temos no Velho Testamento na poesia, e na música para nós desconhecida. Por isso a importância desse questionamento: como expressar e comunicar as verdades, a mensagem bíblica na literatura, na música, artes plásticas, no teatro e audiovisuais no contexto do séc. XXI?
c) A “Arte Cristã”
E novamente surge a questão: a expressão “arte cristã” serve para alguma coisa? existe uma “arte cristã” ?
Pessoalmente creio que sim, existe uma arte genuinamente cristã: é simplesmente, arte com conteúdo cristão.
A obra de arte sempre comunica algo, ela não é neutra.
E o que dizer de uma pintura, escultura, arquitetura que não faz referência a nenhum símbolo cristão, o que dizer da música instrumental? Ou o que dizer com uma música sacra (oratório, salmo, missa, réquiem) de um compositor do qual se sabe que não professa a fé cristã? Ou da construção de uma catedral por um arquiteto budista? Essas obras são “arte cristã” ?
Sim, enquanto sua linguagem formal não ofende o conteúdo da fé cristã!
Ex. de música cristã não litúrgica, nem escrita para culto religioso.:
O CANTO ABSOLUTO
Meu canto de alegria, Senhor, meu canto de plenitude porque existes, Senhor!
Meu canto inocente e novo como o dos pássaros matinais;
Meu canto múrmuro e fresco como os veios que escorrem dos flancos verdes das montanhas.
Canto essencial e profundo como o das noites referventes de mundos inumeráveis.
Canto fecundo e ardente como o das enchentes de sol nas grandes terras tropicais.
Meu canto feliz e alegre como o das searas e jardins.
Meu canto universal e total como o das vastidões oceânicas em torno dos continentes. Meu canto porque existes, Senhor!
Meu canto antigo e inesperado como a dor...
Meu canto largo, longe límpido como o alto céu primaveral,
Meu canto imenso e anunciador!
Meu canto de origens fundas, como os ásperos rochedos imemoriais!
Meu canto plástico como a água e diáfano como o ar.
Meu canto de deslumbramento, meu canto livre como o vento,
Meu canto puro como o fogo.
Meu canto de alegria, Senhor, meu canto de plenitude porque existes, Senhor!
Meu canto inocente e novo como o dos pássaros matinais;
Meu canto feliz e alegre como o das searas e jardins.
- Poeta Tasso da Silveira – modernista – 1895-1968
II - MÚSICA – PROFISSÃO E/OU MINISTÉRIO ?
Gostaria de abordar o tema acima de uma outra forma do que geralmente se enfoca o “ministério da música”.
Textos:
Colossenses 3: 17 e 23 – “Tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças ao Pai. Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor, e não para homens.”
Mateus 5: 13 a 16 – “Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens. Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. E, também ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Ao contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus.”
Efésios 1:12 – “Em Cristo fomos escolhidos... a fim de que nós, os que primeiro esperamos em Cristo, sejamos para o louvor da sua glória.”
De acordo com os textos supra citados, não importa na verdade o que fazemos como profissão ou ministério. Quer sejamos dentistas, advogados, médicos, atores, engenheiros, escritores ou músicos, o que importa é a atitude do nosso coração que está por trás das nossas atividades.
Conceito: Profissão X Ministério
1º - Profissão
Aurélio: Atividade ou ocupação especializada, e que supõe determinado preparo; Meio de subsistência remunerado resultante do exercício de um trabalho, de um ofício.
Lutero não fazia distinção entre Profissão = Vocação
“Beruf” = “Berufung”
Vocação: Escolha, chamamento, predestinação. Tendência, disposição, pendor. Talento, aptidão.
Se eu escolhi ser músico de profissão, então vale tudo o que vale para qualquer profissão. O preparo, a seriedade, a competência, e ainda como artista conto com a criatividade, o talento, e como cristão conto com a inspiração de Deus para desempenhar minha profissão.
Salmo 33: 3 – “Cantem ao Senhor uma nova canção; toquem com habilidade ao aclamá-lo.” (NVI) “Entoai ao Senhor um novo cântico, tangei com arte e com júbilo”. (Al. Rev. E At.)
Gostaria que refletíssemos sobre a questão do talento, do dom natural que acaba revelando a vocação e muitas vezes define a profissão. Existe o consenso de que para ser artista, para ser músico profissional, precisa-se ter o dom, o talento, a vocação para tal. Depois também o preparo, o suor, o empenho. Mas sem o dom natural não há artista. Porém muitos artistas cristãos vivem um conflito: músicos cristãos têm dificuldade em crer que com seu talento musical possuem um dom maravilhoso, que pode ser usado poderosamente na construção do Reino de Deus. Por que essa dúvida? Talvez por que o músico tem a percepção do que pode se tornar a música: negócio, competição, stress. (É claro que também experimenta muitos lados positivos). E por outro lado muitos músicos profissionais têm experimentado em suas comunidades muito incentivo pela busca e desenvolvimento de certos dons e serviços “espirituais”, porém o desempenho da música de concerto não está entre eles. Como então eu me atreveria a considerar a música erudita como um dom divino, do mesmo valor dos outros dons, podendo e devendo ser combinado e desempenhado junto com outros dons?
2. Ministério
Dicionário Bíblico define
Ministério = diaconia = serviço = escravo
Aurélio:
Cargo, incumbência, função, profissão; Ministério sagrado: Trabalho ou função de serviço na Igreja, exercido pelos que têm ordens.
Ministério Público: servidor público
Posto isso, partamos do pressuposto de que profissão e ministério têm o mesmo significado. Então o tema proposto teria que ser desenvolvido de outra forma, talvez:
Como posso exercer a minha profissão de músico como um ministério?
Como cristãos a nossa premissa maior é de que fomos criados para adorar a Deus, de acordo com Efésios 1:12 – “Em Cristo fomos escolhidos... a fim de que nós sejamos para o louvor da sua glória;” e que estamos aqui neste mundo para o benefício do nosso próximo. (sendo sal e luz) Então o exercício de nossa profissão, o empenho em nosso ministério deveria ter sempre esse foco: a glorificação de Deus e a edificação das pessoas que nos cercam ou de alguma forma estão dentro do raio de nossa influência. Somos chamados para servir a nossa geração com fidelidade, sendo este um ato de fé, de adoração a Deus.
Quero que fique claro que o conceito adoração ou louvor ou glorificação, não se restringe à expressão artística ou musical. Adorar, louvar, glorificar a Deus é um estilo de vida, uma atitude interior que se exterioriza em todas as nossas atividades. Porém o tema de hoje é música, portanto falemos de música:
Música é...
Música ... é uma dádiva divina inerente ao ser humano desde sua criação;
Música ... em concerto, produz um espaço fora do quotidiano, em que o indivíduo se abre para experiências novas;
Música ... atinge a pessoa, não apenas na sua mente e ser cognitivo, mas também a alcança nas camadas mais profundas do seu ser;
Música ... de conteúdo espiritual, tocada e cantada com convicção, é “proclamação musical”
Música ... de conteúdo espiritual e explicada pode ser ainda mais bem compreendida;
Música ... que é realizada para a glória de Deus, libera a ação do Espírito Santo;
Música ... que não visa a própria glória, mas a edificação do outro, comunica amor!
Eu falo a vocês do ponto de vista da minha experiência, tendo como “backround” o mundo da música clássica ou erudita, como queiram. Mas o mesmo vale para qualquer outra atuação e muito em especial também para o cenário da música popular, gospel ...
Deus nos colocou no mundo
a) Para sermos agentes de transformação do mundo
b) Para que seu nome seja louvado e sua igreja seja edificada
a) Para sermos agentes de transformação do mundo
Vejamos como isso pode acontecer na prática:
1. Concertos com comentários espirituais, visando melhor compreensão das obras. (Comentários, traduções de textos, pesquisas e ditos dos próprios compositores) Ex. Temos inúmeros exemplos na história da música de compositores que tiveram essa intenção (Bach (Soli Deo Gloria), Handel: (quero tornar as pessoas melhores) Messiaen, Pe. José Penalva...) nossa experiência: grupo vocal num festival de corais canta depois que outro grupo apresentou lamentos dos negros escravos, com invocações aos deuses antigos de sua pátria. Nosso grupo apresenta Salmo 23 de Schubert, e paráfrase de Salmo 72, intitulado “Salmo do Messias”. O retorno recebido foi incrível, pessoas solicitando as partituras, comentando que através da nossa apresentação a atmosfera do ambiente, que havia se tornado pesada, foi purificada. Outra experiência: No natal depois da apresentação chega um rapaz desolado e decepcionado com o natal: “ é só comércio e negócio”, mas ao ouvir a mensagem cantada das “Pastorinhas” descobre um “novo”, ou seja, o verdadeiro sentido do natal. Outra experiência: o texto traduzido de determinado programa, serviu de edificação ao público, sendo que até foi usado para reflexão e compartilhar com o pai doente de uma das ouvintes.
2. Música a serviço dos fracos o oprimidos.
Podemos alcançar pessoas que não tem condições de ir a um concerto ou a um serviço religioso como o descrito acima. Podemos levar alegria, amor e esperança às pessoas em hospitais, prisões, escolas etc. Ex. Nosso Grupo tem feito apresentações numa escola de periferia, e através desse primeiro contato abrem-se portas para oficinas variadas, desde oficina de coro infantil, juvenil e adulto, até futebol, artesanato, culinária e outros.
3. Testemunho -
Além de fazer música, também podemos comunicar a nossa fé através das nossas palavras. Isso acontece na prática cada vez que, a) sendo pedagogos, nossos ensinamentos técnicos transmitem verdades maiores e apontam para o Artista Supremo; b) podemos comunicar fé em conversas com nossos colegas de trabalho, sendo amigo, ouvindo e compartilhando nossas experiências. ( por ex. como lido com a frustração e com o sucesso)
c) Podemos comunicar fé também através das palavras e experiências de outros: livros, seminários, artigos, divulgando movimentos como “Crescendo” ramo da “Cruzada profissional e estudantil para Cristo” www.crescendo.org –
4. Igreja Criativa – cultos alternativos desenvolvidos por artistas, com música, dança e todos os tipos de arte, visando um público que não comparece num culto “normal”, e pode ser alcançado com uma atividade dessa. “Igreja Criativa” é um culto interdenominacional, temático, artisticamente criativo, aberto, interativo, e sobretudo espiritual. Maiores informações www.kirchekreativ.ch Existe também o “play and pray” ministração, através de postos de oração e música.
5. Oração - Com certeza a maior expressão de fé é a ORAÇÃO. E através da oração podemos compartilhar a nossa fé de uma forma muito poderosa.
Oração ... é um poder que mesmo pessoas sem fé podem experimentar.
Oração ... significa experimentar a ação de Deus, e fazer com que o outro a experimente também;
Oração ... é uma oferta que praticamente todos aceitam com prazer;
Oração ... é a cada momento e em qualquer lugar uma possibilidade.
Exemplos de colocar a oração em prática:
Orar enquanto toco ou canto; orar por provas e exames; orar antes das apresentações (cuidado! oração não é talismã); interceder uns pelos outros; orar pelos enfermos; orar pela programação do ano, orar pelo ambiente de trabalho do grupo, orar por paz no micro e no macro; orar cantando,... Experiência própria: após dura provação em relação à fé, um grupo de cristãos de determinado conjunto musical decidiu encontrar-se regularmente para orar pelo grupo, como exposto acima. Deus honra esse tipo de compromisso!
Deus nos colocou no mundo
b) Para que seu nome seja louvado e sua igreja seja edificada
Aí entra o chamado Ministério de “louvor e adoração”. Mas como já vimos, louvor e adoração não são sinônimos de música, portanto, não usarei mais esse termo. A questão é: Qual o papel da música no culto cristão, qual é o papel da música na prática de adoração e louvor?
A Bíblia toda nos incentiva a cantar um novo cântico, a entoar louvor a Deus, fazer soar instrumentos para enaltecê-lo. São textos muito conhecidos de todos nós, e creio que é ponto pacífico. Na verdade, tudo o que já foi dito como incentivo e desempenho da profissão ou ministério da música para o indivíduo, se aplica também para a igreja. A igreja cristã está aí para ser agente de transformação da sociedade. A transformação só pode acontecer através da fé em Jesus Cristo, e a música que a igreja pratica e divulga pode ser também um poderoso instrumento nas mãos de Deus para alcançar essa sociedade.
Gostaria de mencionar apenas duas formas de como a igreja pode usar a música:
1. Pela Tradição
2. Pela Contextualização
1. Pela Tradição –
Em Hebreus 11 somos convocados a nos espelhar na “nuvem de testemunhas”, naqueles que creram antes de nós, e que nos deixaram seu legado de fé para nos incentivar e inspirar. Da mesma forma, a igreja cristã tem a “nuvem de testemunhas” músicas ou artísticas, que ultrapassam a sua época, têm seu lugar no Bem cultural da humanidade, e são aceitos como obras de referência. A igreja atual não pode esquecer-se desse tesouro, não pode deixá-lo apenas nas mãos de artistas que as valorizam e admiram por seu valor estético, mas não têm como reconhecer a incrível riqueza de inspiração e revelação divina inerente nas mesmas. Esse é o papel da igreja e dos artistas cristãos comprometidos com a comunicação das verdades eternas através de expressões artísticas de alto nível.
2. Pela Contextualização
– Por outro lado, é importante a contextualização da expressão de nossa fé, de nossa adoração. Precisamos comunicar as verdades eternas não apenas na forma de manutenção dos bens espirituais artísticos, mas na criação de novas expressões musicais, de novas poesias, danças, teatro, artes visuais. Seja em que estilo for, erudito ou popular, a preocupação pela qualidade da produção artística deve estar muito presente. Hoje em dia somos inundados por produções musicais de nível duvidoso,e ainda vemos que importam-se e traduzem-se mais canções do que se produz em nosso meio. Existe a conformação com o gosto da maioria, uma conformação com a mediocridade, com a vendabilidade. O artista deve ser o profeta, que não se conforma, que não se deixa comprar, que tem coragem de ser diferente. Se quisermos comunicar em linguagem popular, para o nosso povo, temos que compor músicas brasileiras, que falem compreensivelmente sobre nosso contexto, músicas que louvem a Deus em nossa linguagem, com nosso jeito de sentir e falar. Precisamos zelar pela qualidade dos nossos cânticos espirituais.
III - CONCLUSÃO
Para concluir ouso afirmar:
Se tomarmos a decisão de comunicar o amor de Deus, se estivermos prontos a divulgar o nome e o poder transformador de Jesus Cristo, e, se em primeiro lugar, vivemos em comunhão íntima com o Espírito Santo, Deus nos abrirá portas e nos mostrará de forma surpreendente as suas maravilhas e de como podemos servi-lo com nossos dons e talentos, transformando nossa profissão de músicos em contínuo ministério no Reino de Deus.
Aos músicos do cenário mais popular eu tenho um apelo especial:
A sociedade contemporânea precisa de referências, o Brasil carece de uma boa MPB atual, componham, toquem e cantem músicas mesmo não sacras, mas músicas que enalteçam as obras do Criador, músicas que marquem os valores do Reino de Deus, músicas que alegrem o ser humano, músicas que edifiquem a alma e a mente, músicas que levem mensagem de confiança, respeito e amor. O nosso país está saturado de músicas ralas com textos chulos que contaminam a mente da nossa juventude. Deixem-se inspirar para expressões artísticas que venham ser referência para a educação e cultura do nosso povo!
Em Eclesiastes 11:1 diz: “Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás.” (A. R.A.)
Quero desafiar a todos os músicos artistas a lançarem seu pão, pode ser entendido também como seu “ganha pão” sobre as águas. Pode parecer um grande desperdício, mas a Palavra diz que depois de muitos dias você tornará a encontrá-lo. Deixemos de lado nosso imediatismo, e confiemos Naquele que é poderoso para operar primeiramente em nós o querer e o realizar, e que é poderoso para fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, e nos coloca como estrelas que brilham no universo. (Fil. 2: 13 e 15; Efés. 3:20) Mateus 5: 16 A Bíblia diz: assim brihe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus.”
Deus nos chamou para o seu louvor e para servir a nossa geração com fidelidade!
Reflitamos sobre o significado do nosso propósito aqui neste mundo. O “Pai nosso do artista” poderá ser objeto de meditação e reflexão pessoal.
Este texto é a transcrição da palestra apresentada por Helma no simpósio Sobre ARTE E FÉ em Nov. 2003 - Curitiba - PR.

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