29/07/2010 23:04:58
 
 

Samba no pé, alegria no coração! Será mesmo?

O Futebol é a paixão que mexe com o coração do brasileiro, mas nesta época ele guarda a chuteira para cair na folia do Carnaval.

SIGNIFICADO DA PALAVRA
No dialeto milanês CARNEVALE quer dizer: "o tempo em que se tira o uso da carne", pois o CARNAVAL é propriamente a noite anterior à quarta-feira de cinzas. Atualmente é a maior manifestação de cultura popular do Brasil, neste país de samba e chuteiras.

HISTÓRIA
O carnaval é uma festa de origem pagã. Estas festividades se realizavam desde a mais remota antigüidade, no Egito, na Grécia, em Roma, nas Gálias, etc. e eram celebradas em certas datas do ano religioso. Tais eram as festas de Ísis e do boi Ápis, as Bacanais, as Saturnais, Lupercais, etc.

Desde tempos imemoriais no Egito Antigo, no outono, realizava-se a festa do boi Apis - animal sagrado. Escolhia-se o boi mais belo e todo branco o qual era pintado com várias cores, hieróglifos e sinais cabalísticos. O boi era conduzido pelas ruas, e levado até o Rio Nilo, onde era afogado.

Na Grécia, tomou o nome de Dionisíaca em honra ao deus do vinho - Dionísio e em Roma, Bacanal em homenagem ao deus, Baccon. Dionísio ou deus Baccon é o deus do êxtase e da força vital. É também o deus da máscara, mas seu uso é essencialmente um instrumento de diversão e de gargalhadas. Essa máscara é o passaporte para um mundo de jogos, onde nunca se é o mesmo jogador, onde somos a princípio piratas e acabamos bailarinas. É uma entrega total para o prazer!

As Saturnais eram comemoradas no período de 21 a 25 de dezembro em homenagem ao deus Saturno. A dança era realizada em casa ou na rua. O objetivo de tal festividade era pedir proteção à Saturno, para que o frio não viesse destruir as sementes plantadas.

As Lupercais eram realizadas em meados de fevereiro. Luperca era uma gruta, que segundo a lenda, uma loba alimentou os gêmeos Rômulo e Remo. Os Lupercos, sacerdotes de Pã, banhados no sangue de uma cabra ou de um cão imolados, depois lavrados com leite, saiam pelados, com uma pele de bode aos ombros, e corriam pela cidade, batendo na multidão, com tiras de couro.

No começo do Cristianismo a Igreja procurou dar um novo espírito a essas festividades, situando-as no tempo que precede imediatamente à quaresma. Conseqüência de abusos crescentes, foram condenadas a desaparecer por longo espaço de tempo, para reaparecerem na Idade Média, especialmente em Turim, eneza, Nice, Roma, onde, mesmo sob o regime papal, celebravam-se folguedos públicos e cuja frente se encontrava a mais alta nobreza.

A imolação de um touro e Momo, fogos artifícios, torneios eqüestres, reproduções de acontecimentos históricos, carros alegóricos, etc., constituíam as principais atrações destas festas cheias de luz e encanto. O tempo carnavalesco começava com a festa de Santo Estêvão (26 de dezembro), terminando pela quarta-feira de Cinzas.

Com o passar do tempo, o carnaval praticamente desapareceu na Europa, mas foi trazido para o Brasil, pelos portugueses no ano de 1723. Entretanto estas festividades portuguesas receberam o nome de "Entrudo".

"Pelas ruas generalizava-se uma verdadeira luta em que as armas eram os ovos de gema, ou suas cascas contendo farinha ou gesso, cartuchos de pós de goma, cabaças de cera com água de cheiro, tremoços, tubos de vidro ou de cartão para soprar com violência, milho e feijão que se despejavam aos alqueires sobre as cabeças dos transeuntes. Havia ainda as luvas com areia destinadas a cair de chofre sobre os chapéus altos ou de coco dos passantes pouco previdentes e até se jogava entrudo com laranjas, tangerinas e mesmo com pastéis de nata ou outros bolos. Em vários bairros atiravam-se à rua, ou de janela para janela, púcaros e tachos de barro e alguidares já em desuso, como depois se fez também no último dia do ano, no intuito de acabar com tudo de velho que haja em casa. Também se usaram nos velhos entrudos portugueses a vassourada e as bordoadas com colheres de pau etc.."

Assim eram os festejos na Bahia e no Rio de Janeiro, em fevereiro do século XVI.

A partir de 1890, o "Entrudo" passou lentamente a ser substituído por bailes de Carnaval em clubes e desfiles organizados de rua. Todas as fantasias da época eram trazidas da Itália e portanto, todas elas eram inspiradas em modelos europeus. O Carnaval neste período já era uma festa de alegria e espontaneidade. Usava-se máscaras e satirizava-se políticos com marchinhas irreverentes.

Em 1917 surge o samba, dança de origem afro-brasileira, nascida nas festas das baianas, com um ritmo que mistura o lundu, o frevo e a polca e que se tornou a cara do Brasil. Foi ao som do samba miscigenado com passos elaborados, que consagrou mundialmente o Carnaval Brasileiro.

Comentários do Pastor: Caros, a pesquisa acima não foi realizada por uma pessoa cristã ao que tudo indica; o nome da pesquisadora é Rosane Volpato. Mas para nós a Palavra tem nos falado que "a carne é inimizade contra Deus". Carnaval nada mais é do que festa da carne. E alegria que ele pode produzir é também na carne; ou seja, alegria passageira!

"Lixeiros em greve"

Certa vez os lixeiros da cidade de Nova York entraram em greve. Como todos sabem, uma greve assim em Nova York é o caos, pois não há terrenos baldios onde as pessoas possam abandonar o seu lixo. Todo mundo começou a acumular lixo em casa. Imagine, o lixo do banheiro, da cozinha, dos quartos... onde colocar a sujeirada toda?

Foi aí que um cidadão teve uma brilhante idéia: comprou papel de presente, amarrou uma fitinha, pôs tudo no porta-malas do carro e foi dar uma voltinha pela cidade. Rodou, rodou, e acabou estacionando numa movimentada esquina. Abriu o porta-malas e afastou-se. De longe ficou espiando para ver o que iria acontecer. Aconteceu exatamente o que ele previra: imediatamente alguns ladrões passaram, arregalaram uns olhos gananciosos pra dentro do porta-malas, foram e voltaram algumas vezes, passando, olhando, assobiando, até que finalmente "deram o golpe". Levaram tudo consigo.

É exatamente isso que Satanás faz conosco. Ele disfarça o seu lixo com papel de presente, enganando os crentes ingênuos com belíssimas embalagens. O triste é que muitos levam para casa e para a vida o lixo que ele oferece.



 

 

 
 
   
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